Em alusão ao Abril Tulipa Vermelha, mês dedicado à conscientização sobre a doença de Parkinson, o Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (CREASI) realizou rodas de conversa sobre o tema, voltadas para pacientes, familiares e cuidadores. As atividades de Educação em Saúde aconteceram nas salas de espera da unidade, aproveitando o momento em que o público aguarda atendimento para compartilhar informações e acolhê-los. A iniciativa visa explicar, de forma simples e acessível, como a Doença de Parkinson impacta o dia a dia das pessoas.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4 milhões de pessoas no mundo têm a patologia, o que representa 1% da população mundial a partir dos 65 anos. No Brasil, cerca de meio milhão de pessoas com 50 anos ou mais vivem com Parkinson, e o número pode ultrapassar 1,2 milhão de casos em 2060, segundo artigo publicado na revista científica The Lancet, em abril do ano passado, por pesquisadores brasileiros. No CREASI, apenas em 2025 houveram 130 novos(as) pacientes com Parkinson, totalizando quase 700 pessoas atendidas com a comorbidade e mais de 1 milhão de medicamentos distribuídos.
Nesse contexto, durante as rodas de conversa os profissionais de saúde abordam os principais sintomas da doença para os pacientes reconhecerem os sinais, como tremores, rigidez muscular, lentidão nos movimentos e dificuldades de equilíbrio, além de sintomas menos conhecidos, como alterações no sono, no humor e na memória. Embora a doença não tenha cura, o tratamento adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida e ajudar na manutenção da autonomia. São estratégias práticas, como o uso correto de medicamentos, a importância da fisioterapia e a realização de exercícios leves, além de orientações para tornar o ambiente doméstico mais seguro e reduzir o risco de quedas.
O paciente do CREASI, Tércio Ferreira de Souza, 71 anos, foi diagnosticado com Parkinson em 2021 e desde então tem buscado uma rotina mais ativa para auxiliar no tratamento. “No meu dia-a-dia, faço musculação e pratico corrida, inclusive estou treinando agora justamente para participar da Corrida do Bahia em novembro. Também faço fisioterapia aqui no CREASI e vou usufruindo desses cuidados que o pessoal aqui faz com muito carinho e dedicação”, declara Tércio.
Outro ponto central da atividade de educação em saúde é o incentivo ao diálogo, em que os participantes são convidados a compartilhar experiências, tirar dúvidas e falar sobre desafios enfrentados no cotidiano. Questões como dificuldade para caminhar, medo de quedas e dependência de terceiros costumam surgir nas conversas. O CREASI reforça o papel fundamental da família e dos cuidadores no acompanhamento das pessoas com Parkinson, pontuando a importância da paciência, do apoio emocional e do incentivo sem pressão. A mensagem final da equipe é: “Cada pessoa tem seu ritmo. Com cuidado, apoio e tratamento, é possível viver melhor.”
Créditos Autor: Marcio Rocha
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