Roda de Conversa no Hospital Juliano Moreira discute conscientização sobre a esquizofrenia

Em alusão ao Dia Nacional de Conscientização sobre a Esquizofrenia, o Hospital Juliano Moreira (HJM) realizou no dia 27 de maio uma Roda de Conversa no ambulatório da unidade, que consistiu em uma dinâmica de verdade ou mito com questões como: “a esquizofrenia afeta as emoções ou o comportamento?”, e reuniu pacientes, familiares e profissionais de saúde para troca de experiências e combate ao preconceito em um espaço de escuta ativa com a finalidade de conscientizar sobre a necessidade de tratamento adequado da doença, contribuir para a inclusão social dos pacientes e desmitificar crenças sobre o transtorno, que afeta os pensamentos, as emoções e a percepção da realidade.

De acordo com a CID 10, a esquizofrenia se caracteriza por distorções fundamentais e características do pensamento, da percepção e por afetos inapropriados. Conforme o Datasus, o paciente na condição se mantém consciente e intelectualmente capaz, mas alguns déficits cognitivos podem evoluir com o tempo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% da população mundial é atingida pelo transtorno, que é a terceira causa de perda da qualidade de vida entre indivíduos com idade de 15 a 44 anos. No Brasil, estima-se que 1,6 milhão de pessoas sofram com a doença, com o estigma e a discriminação que a acompanham.

Para a OMS, ampliar o acesso a formas de assistência cotidiana, atenção domiciliar e suporte para a inserção no mercado de trabalho são medidas de apoio para que as pessoas que sofrem com doenças mentais graves, como a esquizofrenia, atinjam os objetivos de sua reabilitação, já que enfrentam maiores dificuldades em acessar empregos ou moradia.

A visão distorcida da sociedade sobre os sintomas reforça os estereótipos em relação à esquizofrenia. A condição é tratável e não define a identidade do indivíduo. A desconstrução de estigmas ocorre através da disseminação de informações baseadas na ciência, incentivando o acolhimento, a empatia e a inclusão social e profissional das pessoas diagnosticadas.

Apesar de não existir cura para a esquizofrenia, é possível controlar a enfermidade e garantir boa qualidade de vida ao paciente, quando este procura ajuda profissional. O tratamento envolve o uso de medicamentos, acompanhamento psiquiátrico, apoio psicológico e suporte de equipe multiprofissional em saúde mental.

 

 

Créditos Autor: Yasmim Marinho
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