Atualmente, 1 bilhão de pessoas vivem em assentamentos superlotados com habitações inadequadas. Em 2030, esse número aumentará para 1,6 bilhão, alertou nesta segunda-feira (5) a ONU, quando se marca em todo o mundo o Dia da Habitação.

“É necessário agir agora para fornecer às famílias de baixa renda e populações vulneráveis habitação a preços acessíveis com segurança de propriedade e fácil acesso a água, saneamento, transporte e outros serviços básicos”, destacou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em um vídeo para marcar a data.

Para responder à demanda global, aponta a ONU, mais de 96 mil unidades habitacionais precisarão de ser concluídas todos os dias – e devem fazer parte da chamada “transição verde”.

“A urgência de melhorar as condições de vida foi trazida à tona pela COVID-19, que arrasou a vida de milhões de pessoas nas cidades. O acesso à água potável e ao saneamento, junto ao distanciamento social, são as principais respostas à pandemia. Ainda assim, nas favelas e comunidades, tem sido difícil implementar essas medidas”, lembrou Guterres.

Assentamentos informais superlotados significam geralmente um risco maior de infecção – não apenas dentro das favelas, mas em cidades inteiras, muitas das quais são em grande parte atendidas por trabalhadores do setor informal de baixa renda que vivem nesses assentamentos.

“No Dia Mundial da Habitação, nesta Década de Ação crucial para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, peço mais esforços para promover parcerias, políticas em favor dos pobres, e regulamentos necessários para melhorar a habitação nas cidades”, completou o chefe da ONU.

“Ao nos esforçamos para vencer a pandemia, enfrentar as fragilidades e desigualdades que ela expôs e combater as mudanças climáticas, chega também a hora, agora, de aproveitar o potencial transformador da urbanização para o benefício das pessoas e do planeta.”

Acesse o site da ONU no Brasil: www.onu.org.br

(Foto de capa do vídeo: Rovena Rosa/Agência Brasil)

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