O diretor executivo do Escritório de Serviços de Projetos das Nações Unidas, Unops, Jorge Moreira, afirma que, apesar de atuar em 80 países, mais de 50% o trabalho da agência está concentrado em contextos afetados por conflitos como Gaza, Ucrânia, Mianmar, Afeganistão, Sudão, Somália, Haiti, Mali e Moçambique.

Completando um ano no comando do Unops, Moreira citou dois exemplos de atuações importantes neste período. O primeiro na Ucrânia, onde a agência promove atividades de recuperação como reconstrução de escolas, reabilitação de bairros, construção de abrigos, reativação da rede de energia, dentre outras.

O segundo é em Gaza, contexto que Moreira descreveu como uma “tragédia humanitária”. Ele afirmou que o Unops é responsável pela aquisição e distribuição de combustível para missões de ajuda à população. Além disso a agência também recebeu o mandato de desenvolver um mecanismo que permita coordenar, monitorar e acelerar a assistência em Gaza.

O objetivo é superar alguns desafios que existem hoje como a impossibilidade de planejar antecipadamente a entrega de ajuda, o que é refletido na quantidade enorme de caminhões parados com itens de socorro que não conseguem entrar no enclave.

Outro problema, segundo o diretor do Unops, é a grande quantidade de materiais que são rejeitados antes mesmo de poderem entrar em Gaza. “As vezes basta uma caixa ser rejeitada para todo um caminhão de ajuda humanitária ser rejeitado”, afirmou ele.