A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), acompanha o cenário epidemiológico da hantavirose no Brasil e no exterior, especialmente após o evento internacional envolvendo o vírus Andes. Até o momento, não há registro de surto da doença na Bahia, e o último caso confirmado de hantavirose com Local Provável de Infecção (LPI) no estado ocorreu em 2004, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde.
O monitoramento é realizado de forma integrada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), pelo Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), garantindo a verificação e avaliação de rumores, além da notificação, investigação e resposta oportuna diante de eventuais casos suspeitos.
Segundo a vigilância estadual, a hantavirose é uma zoonose viral aguda rara no Brasil, geralmente associada à exposição à urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados, sobretudo em áreas rurais, periurbanas ou ambientes com infestação. A Suvisa destaca que não há evidência de circulação sustentada da doença na Bahia e que o Ministério da Saúde não registra circulação do vírus Andes no Brasil, mesmo diante do episódio internacional envolvendo passageiros de um cruzeiro.
A orientação das autoridades de saúde é manter medidas preventivas simples, como evitar contato com urina, fezes e saliva de roedores, proteger alimentos e caixas d’água, vedar frestas e acessos que favoreçam a entrada desses animais e higienizar adequadamente ambientes fechados por longos períodos. Locais com sinais de roedores devem ser ventilados antes da limpeza, evitando varrição a seco, para reduzir o risco de inalação de partículas contaminadas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o evento internacional relacionado ao navio não representa, até o momento, impacto direto para o Brasil, e os casos confirmados no país não têm relação com a situação monitorada internacionalmente. A transmissão entre pessoas é considerada incomum e, até o momento, foi documentada apenas em situações associadas ao vírus Andes, geralmente envolvendo contato próximo e prolongado com pessoas sintomáticas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as infecções por hantavírus como relativamente incomuns, embora reconheça que a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, forma predominante nas Américas, pode evoluir com gravidade e elevada letalidade. A prevenção depende principalmente da redução da exposição a roedores e da adoção de cuidados na limpeza de ambientes potencialmente contaminados.
Os sintomas iniciais podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, geralmente após um período de incubação que varia de uma a oito semanas após a exposição. Em quadros graves, a doença pode evoluir rapidamente para tosse, falta de ar, insuficiência respiratória e comprometimento cardiovascular, exigindo atendimento hospitalar imediato.
A Suvisa reforça que todo caso suspeito de hantavirose deve ser notificado e investigado imediatamente, conforme os protocolos nacionais de vigilância epidemiológica. A doença é de notificação compulsória imediata, em até 24 horas. A informação qualificada, a vigilância ativa e as medidas de prevenção seguem como as principais estratégias para evitar desinformação, alarmismo e exposição desnecessária da população.
Créditos Autor: Yasmim Marinho
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